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Connectedness
Nadim Habib
Na estratégia de internacionalização da Faculdade de Economia da NOVA, 2010 tem a bandeira de Angola. Resultado da colaboração entre a FEUNL e várias empresas angolanas de referência, a ABS – Angola Business School – nasce para dar resposta ao maior desafio da economia angolana: desenvolver o Talento. Em Abril arrancaram os primeiros Programas de Formação ABS, caracterizados por elevados padrões de inovação, qualidade e relevância – a garantia de qualidade da NOVA. Através de um portfolio que inclui cursos nas áreas da Gestão, Economia e Direito, a ABS acredita poder contribuir para o aperfeiçoamento de competências dos executivos angolanos, impulsionando assim os processos de selecção, recrutamento e crescimento das empresas actualmente a operar em Angola.
Todas estas empresas reconhecem a importância de qualificar depressa e bem a próxima geração de líderes empresariais angolanos. Felizmente, é ponto assente que a Educação constitui a chave para o crescimento económico sustentável de Angola e – numa perspectiva mais arrojada – pode impactar significativamente os resultados operacionais das organizações. Nas minhas visitas a Angola, tenho participado em debates e seguido estudos muito interessantes que esmiúçam a relação entre formação e performance: Que formação? Para que audiências? Com que conteúdos? Quais os resultados? O interesse generalizado por este assunto parte naturalmente da noção de que algo está a funcionar menos bem. Isto é, as organizações angolanas têm que melhorar a sua eficácia operacional – executar mais, mais depressa e melhor. As dificuldades neste campo são responsáveis pelo elevado custo de “fazer negócio” em Angola e, em última análise, um dos maiores entraves à evolução económica do país.
Ironicamente, Portugal enfrenta o mesmo desafio. Esgotamo-nos no difícil equilíbrio das contas a curto prazo, falhamos a verdadeira questão – como impulsionar o crescimento nos próximos anos? – e no fim achamos que temos um problema de estratégia. Não temos. Temos um problema de eficácia operacional – devíamos produzir mais, melhor, em menos tempo e com menos desperdício.
Na NOVA – escola de referência na Formação de Executivos em Portugal e agora também em Angola através da ABS – temos dedicado tempo a perceber como é que um Programa de Formação pode preparar e inspirar executivos/organizações no sentido da eficácia operacional. Identificámos um denominador comum nestes Programas: “connectedness”.
Connectedness é a característica que relaciona estratégia com execução, que liga as estruturas internas da empresa, que junta a organização ao seu mercado e à comunidade onde se insere. Em todos os casos, quanto maior a conectividade, melhores os resultados.
Na ABS – como na NOVA – proporcionamos às pessoas e às organizações a habilidade de estar e ser “connected”. Como? Contribuindo para uma geração de executivos que entendem as variáveis do sucesso empresarial, que reconhecem o skill set necessário em cada fase da sua evolução e da evolução das suas equipas e que têm capacidade de associar ideias, pessoas e processos.
Artigo originalmente publicado no DIÁRIO ECONÓMICO